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"Para quem se preocupa com a alimentação, e têm consciência de que ela influencia diretamente em sua saúde !"

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domingo, 1 de abril de 2012

Carne feliz, quem se importa?


Para os carnívoros de plantão, nada melhor do que um bom churrasco não é verdade?

 
Escutamos varias informações todos os dias sobre a melhor maneira para se preparar a carne nossa do dia a dia, estudiosos que afirmam que devemos dar preferência à carne preparada de forma cozida ou grelhada, evitando sempre que possível às frituras, os embutidos e enlatados. Creio que a grande parte da população já pensou nisso pelo menos uma vez na vida, e mesmo que não tenham aderido a essa dieta mais saudável, sabem os riscos que o contrario pode fazer em longo prazo.

Com tantas recomendações certamente estamos esquecendo algo essencial, o “BEM ESTAR ANIMAL”. Sim, hoje até a ciência já aceita a ideia de que os animais (assim como os humanos) têm sentimentos, e prova isso em vários experimentos. Estudos comprovam que todos os vertebrados (do peixinho de aquário e o sapo até as baleias e macacos) têm a capacidade de compartilhar sentimentos como a dor, alegria, medo, angústia e até mesmo o stress animal é bem debatido na atualidade.

Mas você pode estar se perguntando: O que tem a ver os sentimentos dos animais com a qualidade da carne que levo a mesa? A resposta para essa pergunta pode surpreender você!

 No processo de abate dos animais já existe o conceito de “Abate Humanizado”, que são técnicas usadas para que o animal não tenha muito stress na hora da morte, já que com isso o PH da carne se mantém alto e a carne fica escura, dura e seca.

Porém esse debate vai muito além da ideia de conceder ao animal uma morte “humanizada”, pois a vida desse animal também vai influenciar na qualidade de sua carne após o abate. Os frangos produzidos em larga escala, por exemplo, nascem e crescem em gaiolas que de tão pequenas mal podem abrir suas asas, com luz artificial 24h por dia que os incentiva há comer o tempo todo, basicamente os animais criados nesse método industrial só tem duas coisas para fazer durante sua vida, comer e raramente dormir. Mas quando aceitamos o conceito de bem estar animal, devemos observar que para isso acontecer é preciso que alguns valores sejam preservados. Pensando nisso no ano de 1993 teve origem um conjunto de conceitos que são usados para avaliar o bem-estar dos animais, que foram denominados de “AS CINCO LIBERDADES”, e são elas:

  1. Livre de fome e de sede;
  2. Livre de desconforto;
  3. Livre de dor, lesões e doenças;
  4. Livre de medo e estresse;
  5. Livre para expressar o seu comportamento natural.

Olhe essas imagens abaixo e responda: Você acha que esses conceitos estão sendo respeitados em qual método de criação? Nas fotos superiores ou inferiores?


Certamente os animais que têm um método de criação que respeitem o conceito das CINCO LIBERDADES, vão produzir uma carne mais saborosa e mais saudável. Tentar mudar o curso natural da vida na terra já resultou para o homem o surgimento problemas como o MAL A VACA LOUCA, que teve sua origem a partir do momento que foi ofertado para as vacas uma alimentação proteica, ou seja, esses bovinos que tiveram em sua evolução um sistema digestivo criado para digerir vegetais tiveram que se acostumar subitamente com uma dieta rica em proteína animal resultando nesse mal que assombrou o mundo.

As vantagens de criar os animais respeitando seus direitos básicos já são reconhecidas em vários países, pois seus consumidores exigiram que isso acontecesse. A chamada carne feliz teve origem quando algumas pessoas perceberam que os animais criados respeitando seus instintos como, por exemplo, ciscar para as galinhas ou correr para os bovinos, resultava em uma carne mais saborosa e de melhor valor comercial.

Qual sua opinião sobre esse assunto?

Deixe-nos um comentário e responda a enquete no blog: Você acha que os animais, assim como o homem, têm sentimentos?


Fonte das imagens: Google.


Israel Marinho da Gama
Nutricionista (CRN-5 n° 4662/P)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A formação dos hábitos alimentares


Quando nascemos começamos a ver o mundo através dos olhos de quem nos cuida. Normalmente são os nossos pais que desempenham esse papel fundamental para a formação de como iremos ser ao crescer. Não estou aqui afirmando que o processo educacional é determinante para formar boas ou más pessoas, mas ele certamente nos orienta sobre muitas das decisões que vamos tomar ao longo de nossas vidas.

Quando criança, nós absorvemos muito do que encontramos ao nosso redor, por exemplo, o pai pode influenciar o filho sobre qual time de futebol torcer, a mãe pode orientar sobre qual profissão escolher. Assim a família forma as pessoas para a sociedade. É nesse ponto que os responsáveis pela formação de crianças e adolescentes devem estar atentos, pois pequenos erros podem ter grandes conseqüências.


É comum os pais afirmarem que os seus filhos não têm um hábito alimentar saudável, pois os mesmos detestam o sabor de frutas, verduras e legumes, preferindo os alimentos industrializados e menos saudáveis como refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, sorvetes e várias outras guloseimas durante as refeições.

Então nos deparamos com algumas perguntas:

Como se deu a formação dos hábitos alimentares dessas crianças?

Como os alimentos foram apresentados a elas?


E a pergunta mais importante de todas:

Qual o hábito alimentar que os pais dessas crianças praticam?

As crianças têm grande potencial de copiar e reproduzir os hábitos e manias de seus pais, e não é diferente com a alimentação. Quando comemos na frente de crianças começamos a despertar o interesse delas nesses alimentos, é assim de forma simples que podemos influenciar positivamente ou negativamente nesse processo.

Uma criança que cresceu em um lar onde seus pais têm maus hábitos alimentares certamente desenvolverá os mesmos hábitos. O incrível é perceber que os pais não percebem isso e dizem não entender, na maioria dos casos, o porquê que seus filhos não gostam dos alimentos mais saudáveis, e quando questionados se eles mesmos gostam a resposta é quase sempre NÃO!

Como foi afirmando anteriormente, as crianças tem um grande potencial de aprender, e assim seus responsáveis devem ter alguns cuidados para que eles aprendam desde cedo a ter preferências alimentares pelos alimentos mais saudáveis. Os primeiros alimentos que são apresentados para as crianças são uma explosão de novos sabores e novas texturas, muito diferente do leite materno que estão acostumados a tomar. Por isso elas podem no inicio rejeitar alguns novos alimentos, assim devemos dar um tempo até reapresentar esses alimentos novamente, e esperar que se acostume com esse novo sabor.

A preferência pelo sabor adocicado é desenvolvida quando colocamos muito açúcar nos sucos e em outros alimentos das crianças, e ao se acostumarem com isso vão procurar sempre essa referência. O mesmo acontece com vários outros alimentos.

Mudar para melhor os hábitos alimentares de toda família vai influenciar positivamente na formação alimentar das crianças, evitando futuros obesos, diabéticos e vários outros problemas que podem ser desenvolvidos decorrentes da má alimentação.



Israel Marinho da Gama

Nutricionista (CRN-5 n° 4662/P)



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Você esta disposto a vender a sua saúde?


Tenho observado que a rotina frenética, capitalista e consumista da sociedade atual tem nos oferecido muitas inovações tentadoras, mas na maioria das vezes por um custo mais caro do que o dinheiro, a saúde.
Você venderia a sua saúde por um prazer carnal? Antes de responder a essa pergunta tente observar se você já não esta fazendo isso mesmo sem perceber.

Existe quase uma unanimidade em afirmar que o falso prazer que os fumantes sentem ao tragar um cigarro leva junto com a fumaça aspirada um pouco da saúde do usuário, e assim acontece com todas as outras drogas licitas ou ilícitas, como o álcool e a maconha. Porém, poucos fazem essa relação com a alimentação.

A indústria alimentícia investe muito dinheiro em pesquisas de tendência de consumo das pessoas, eles querem saber qual a cor que mais atrai os olhos dos consumidores, qual o sabor mais badalado do momento, qual a embalagem mais atrativa entre outras coisas como promoções sensacionalistas que levam uma grade fatia de consumidores a comprarem determinado produto alimentício.

A embalagem de um biscoito é de uma atração desleal contra uma maçã embalada a vácuo em um pratinho de isopor. As cores apelativas com brilho quase hipnotizante, com desenhos que convidam não só a criançada a consumi-lo como também muitos adultos, ganha cada dia mais adeptos ao consumo dos produtos de origem industrial.

E o que falar dos comerciais dos refrigerantes? Jovens saudáveis sorrindo e praticando esportes, envolvidos ao som de músicas dançantes e muita azaração! Esses comerciais são praticamente uma intimação ao consumo de algo que passa a ser visto como símbolo de saúde e juventude.

O problema é que toda essa apelação descontrolada convida as pessoas a pratica de uma dieta cada vez mais industrializada e conseqüentemente menos natural. Buscar uma alimentação cada dia mais natural é um passo importante para a conquista da saúde.

Chego à conclusão então, que mesmo que as pessoas tenham o conhecimento prévio do que deve ser evitado no consumo alimentar, saber não é o suficiente para que isso aconteça. As pessoas se envolvem facilmente aos apelos dos comerciais, compram esses produtos e em troca “vendem sua saúde”. Claro que para muitos os primeiros sinais da perda da saúde vem em longo prazo, mas no geral vemos a prevalência das obesidades, problemas cardíacos, diabetes e tantos outros problemas que podem ser desenvolvidos e/ou agravados por essa alimentação desregulada.

Temos que ficar atentos que a nossa saúde pode estar sendo comercializada em prol do enriquecimento de alguns, e se você não esta disposto a vendê-la comece agora mesmo a tomar uma consciência mais saudável e mude seus hábitos! Seu corpo agradece!




Israel Marinho da Gama
Nutricionista (CRN-5 n° 4662/P)





sábado, 27 de agosto de 2011

A Teoria da Compensação Alimentar (T.C.A)

Olá blogueiros e visitantes desse espaço de saúde e nutrição!

Convido a todos para mais uma vez iniciarmos uma nova reflexão. E dessa vez resolvi falar sobre um tema que nomeei de “A Teoria da Compensação Alimentar”, curioso para saber sobre o que se trata? Vamos desenrolar esse assunto.

A Teoria da Compensação Alimentar ou simplesmente T.C.A, nada mais é do que uma tentativa ilusória (porem sustentada pela racionalidade) que as pessoas usam para justificar para si mesmas um erro ou um deslize cometido. Essa tentativa baseia-se em fazer algo positivo que de alguma forma venha encobrir ou justificar esse erro. Pode parecer uma teoria maluca, mas ela acontece diariamente com quase todas as pessoas. No mundo da alimentação e nutrição essa tal T.C.A é usada para justificar excessos.

Sempre que alguém comete o pecado da gula, ou foge da dieta que esta seguindo com um objetivo de melhorar a saúde, essa pessoa se sente culpada. A culpa vem pelo fato da pessoa se recriminar por não ter resistido a “tentação”, ou por responsabilizar alguém ou alguma coisa pelo deslize.

Existem pessoas que comem uma fruta para justificar a “falha” de ter comido um bom pedaço de bolo de chocolate, ou que tomam bastante suco natural para compensar os litros de refrigerantes que bebeu em uma noite de festa. Outras comem muita salada após ter ingerido um grande prato de feijoada. Isso tudo nada mais é do que a T.C.A!

Em situações normais, comer fruta após ter comido um bolo de chocolate não vai te fazer mal algum, pelo contrario você vai estar ingerido vitaminas, fibras e minerais, porém de modo algum essa fruta vai deletar do seu organismo as calorias absorvidas através do bolo. Na verdade acontecerá uma soma da caloria do bolo com a caloria da fruta. O risco da Teoria da Compensação Alimentar é a sensação ilusória de problema resolvido, e com isso a pessoa entra em uma rotina de praticas pouco saudáveis.

O problema se torna grave e realmente significante quando essa pessoa esta seguido uma dieta por recomendação de um nutricionista para controlar uma doença como o Diabetes Mellitus ou a Hipertensão Arterial. O corpo humano é realmente fantástico, ele vive em uma eterna auto-regulação que cuida para que tudo esteja em equilíbrio, por exemplo, quando a glicose presente no sangue esta em concentração elevada o pâncreas (figura ao lado esquerdo) libera a insulina, que é o hormônio que tem a função de facilitar a entrada da glicose no interior das células. Em casos de doença como o Diabetes esse deslize pode ter uma proporção realmente danosa, pois a pessoa acometida com doenças desse tipo tem uma menor capacidade de regular esse equilíbrio corporal causada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, levando a sintomas agudos e a complicações crônicas características da doença.

Já em pessoas normais, a pratica rotineira de T.C.A pode levar a um desequilíbrio nas funções de regulamentação corporal, podendo ocasionar com o passar do tempo problemas como a obesidade, distensão gástrica, e dificuldades de digestão.

Não tente compensar um deslize alimentar com um “presente” para você mesmo. O correto é fazer uma auto-avaliação e escolher o que realmente tem importância, se é a saúde ou a realização das vontades pessoais que podem prejudicar o corpo. Comer antes de tudo é uma pratica de prazer, e sempre é possível encontrar o equilíbrio entre o prazer e a saúde.

Siga uma alimentação o mais natural e saudável possível!



Israel Marinho da Gama


Nutricionista (CRN-5 n° 4662/P)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Por que comemos o que comemos?

Por que comemos o que comemos?




A resposta para essa pergunta pode parecer obvia demais, e é justamente por isso que quero esclarecer que quem pensa assim está muito enganado!

Comer é muito mais do que apenas a principal forma de nutrir nosso corpo, e o que comemos não é definido apenas pelo que gostamos. Estranho? Pois bem, vamos desenrolar esse assunto...

A forma que o ser humano se alimenta é desenhada por variados fatores como: vontades, medos, mitos, tabus, religião, conceitos sociais, mídia, estagio da vida em que estamos (criança, adulto ou idoso) e muitos outros além de simplesmente a fome.

Alimentar-se é antes de tudo uma forma de entrosamento e integração social, e reafirmamos com a alimentação que pertencemos a um determinado grupo de pessoas com algo em comum. Perceba como pode soar estranho um baiano que afirma detestar comer acarajé, ou um gaúcho que não sabe o que é chimarrão. Outra afirmativa é que os brasileiros são conhecidos como o povo do “arroz e feijão”, já que essa combinação é tão comum no prato do nosso povo.

 A cultura alimentar de um povo é construída ao longo de suas historia, e definida pelo alimento disponível na região, assim como, por acontecimentos sociais determinantes. Por exemplo, em alguns países asiáticos como o Japão é normal comer insetos e outros animais considerados estranhos no ocidente, como cachorros, ratos e cobras. Porém guerras e catástrofes naturais como terremotos levaram a privações alimentares, que por sua vez fizeram com que o povo japonês buscasse novas alternativas para conseguir alimentos, assim praticamente tudo o que respirava e se mexia foi incorporado ao cardápio. Ao longo do tempo a necessidade alimentar desse povo foi se tornando hábito e incorporado a cultura, e por isso é totalmente comum ver japoneses brindarem com uma taça de sangue de cobra quentinho. Saboroso não?

Vários tabus e mitos ligados à alimentação podem determinar o que comemos, e na maioria das vezes não tem fundamentação lógica. Quem nunca escutou que a combinação de leite com manga deve ser evitada? Porém nutricionalmente falando não há o que impeça essa combinação, pois a manga é rica em vitamina A, C e B e minerais como potássio, fósforo e fibras, e o leite é rico em proteínas, fósforo e cálcio, sendo saudável a saúde.

A religião também pode determinar o que os fiéis devem comer, na bíblia (mais precisamente em Levítico 11:7) existe um exemplo clássico onde a carne de porco deveria ser evitada pelos filhos de Israel para alcançar uma pureza espiritual. Na quaresma a Igreja Católica sugere aos seus fieis que não comam carne vermelha de nem um tipo como uma forma de penitência e para reflexão das quarenta noites e quarenta dias que Jesus jejuou no deserto, assim nasceu à tradição de comer peixes nesses dias considerados sagrados.

A mídia nos bombardeia todos os dias com propagandas sobre alimentos, uma nova bebida, um novo hambúrguer, um biscoitos com sabor diferente são tão apelativos que se você não os come se sente deslocado socialmente. Uma criança que leva frutas para escola é discriminada pelos colegas que levam o mais novo salgadinho dos comerciais infantis. As comemorações em geral são feitas em torno dos alimentos, como os bolos de adversário, o champanhe na virada de ano e a indispensável pipoca no cinema.

A faixa etária em que a pessoa está também pode determina alguns hábitos alimentares, no geral as crianças preferem os alimentos mais coloridos e adocicados, os jovens gostam de se reunirem nas grandes redes de fast food assim como alguns adultos tendo que almoçar rapidamente e voltar ao trabalho, e os idosos precisam de alimentos de fácil digestão.

Um jantar demorado, calmo, e a luz de velas é famoso pelo seu romantismo fazendo parte do sonho de consumo da maioria dos enamorados.

Espero que tenha ficado claro o porquê “comemos o que comemos”. E você come o que come por quê?




Israel Marinho da Gama

 Nutricionista (CRN-5 n° 4662/P)

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Dietas para que?

Dietas para que?




Olá visitantes do mais novo espaço de saúde na internet! Gostaria primeiramente de agradecer as palavras de carinho e incentivo e todos os elogios que venho recebendo desde a criação desse blog, espero manter sempre a qualidade para que a cada dia novas pessoas possam aprender mais sobre nutrição e saúde! Voltem sempre!

Nessa nova postagem quero convidar a você para juntos entendermos sobre o real significado e a verdadeira importância das dietas, e responder de forma dinâmica perguntas como:



Ø  Porque as dietas se tornaram tão populares?
Ø  Qual o real objetivo de uma dieta?
Ø  Corro algum risco ao começar uma dieta por conta própria?


Primeiramente vamos tentar entender o que é uma dieta. A dieta pode ser definida como o conjunto de alimentos e bebidas que uma determinada pessoa ou grupo social habitualmente ingere. Ou seja, a dieta é constituída pelos hábitos alimentares da pessoa ou grupo, e esses hábitos são criados ao longo do tempo sofrendo varias influências como, por exemplo, a região onde a pessoa mora, que pode determinar quais são os alimentos mais comuns nessa localidade.

Com o avanço da globalização pessoas de um mesmo grupo social podem ter uma dieta totalmente diferente, já que ficou mais fácil ter acesso a alimentos de outras partes do mundo, bastando tão somente ir ao supermercado. Outra afirmativa é que as famílias dificilmente fazem as refeições juntas dentro do lar, a rotina de trabalho e de estudos força a cada integrante familiar a fazer suas refeições em lugares distintos e de formas diferentes, acabando com aquela velha imagem da família sentada a mesa com o patriarca a cabeceira.

Espero que tenha ficado claro que as dietas não são necessariamente aquelas restrições alimentares que vemos estampadas nas capas de revistas de fofoca, moda e beleza que prometem resultados milagrosos e rápidos.

Porem o termo dieta é usado comumente como uma restrição alimentar onde pouca coisa é permitida, associada normalmente a perda de peso. Baseado nesse conceito varias pessoas abraçam as dietas populares (aquelas que correm de boca a boca) sendo até mesmo veiculadas em alguns meios de comunicação.

Se o único objetivo das dietas populares for emagrecer, certamente as pessoas que realmente aderem a elas conseguirão alcançar esse objetivo, mas por um preço alto. O corpo humano é muito complexo e necessita de vários componentes orgânicos e inorgânicos para funcionar perfeitamente, e a maior parte desses componentes conseguimos através da alimentação, apenas em uma dieta balanceada e variada conseguimos tudo que necessitamos (vitaminas, minerais, carboidratos, lipídios, proteínas e.t.c ). O profissional nutricionista é a pessoa habilitada e capacitada para adequar a dieta a realidade de cada pessoa, já que vários fatores podem interferir no que deve e não deve ser ingerido. São alguns desses fatores a intolerância e alergias alimentares, doenças que podem limitar ingestão de alguns alimentos, disfunções gastrointestinais presentes e tantos outros...

Desconhecendo tudo o que foi abordado acima, as dietas se tornaram populares, e a busca por um corpo saudável pode resultar em um corpo doente. Ao fazer uma dieta por conta própria a pessoa pode correr o risco de agravar um problema preexistente ou causar um problema novo, temos que ter a consciência que NÃO EXISTE DIETAS POPULARES, as dietas devem ser individualizadas!

O objetivo de uma dieta pode ser muito variado como manter o peso normal ou alcançar o peso normal em pessoas obesas ou magras demais, curar ou ajudar na cura de uma doença, ou até mesmo melhorar a oferta de energia em esportistas.

Se você sente a necessidade de iniciar uma dieta para alcançar um dos objetivos citados, não perca tempo, dinheiro e saúde consultando revistas e conselhos perigosos, o certo é consultar um nutricionista, apenas ele poderá definir o que realmente será melhor para sua saúde.


Israel Marinho da Gama

domingo, 14 de agosto de 2011

Você realmente precisa emagrecer?

Você realmente precisa emagrecer?

Olá visitantes do blog Apaixonados Por Nutrição, nessa primeira postagem gostaria de lhe convidar para refletir sobre um tema clássico debatido rotineiramente pela mídia e que faz a cabeça de homens e mulheres: a magreza.

Vivemos na era da “venda da imagem”, todos querem “vender sua imagem”, e para isso foram sendo estabelecidos padrões sociais de beleza que vão se tornando tendências entre os diversos grupos e tribos urbanas. Como se não bastasse à impiedosa indústria da beleza determinar qual é a cor do cabelo ideal, ou qual a roupa adequada, ou ainda qual ritmo musical você deve escutar, ela ainda esta determinando quanto cada pessoa deve pesar. 


 É isso mesmo, e para isso não são usados métodos científicos ou estudos humanizados.
     
A “venda” de um corpo cada vez mais magro tem levado as pessoas a fazerem de tudo para se adequar a essa nova tendência, em especial as mulheres. Dieta da Lua, Dieta do Sol, Dieta da Água e tantos outros métodos que carecem de embasamentos científicos para comprovar sua eficácia, são divulgados como verdade absoluta sem se medir o impacto que isso pode causar sobre a saúde da população.
(SAÚDE?) E quem falou que eles estão preocupados com a saúde?

O conceito de saúde é questionado por muitos autores, mas com certeza nem um dos mais renomados e respeitados deles defendem que ter saúde esta relacionado com a busca pela magreza excessiva e compulsória. O corpo humano é único, e por mais parecidos que possa ser cada um tem suas particularidades, o que eu quero dizer é que o que pode ser bom para um pode se tornar um veneno para outro, assim o peso ideal de cada pessoa deve ser individualizado.

Existe um método internacional que é muito usado para calcular o peso ideal das pessoas, é o Índice de Massa Corporal (IMC), que foi desenvolvido pelo polímata Lambert Quételet no fim do século XIX e é usado até os dias atuais, porem a eficácia desse método é questionado por muitos estudiosos.

O IMC é calculado pela divisão da massa da pessoa por sua altura ao quadrado, onde a massa está em quilogramas e a altura está em metros.

O resultado é comparado com uma tabela que indica o a classificação do individuo.
IMC
Classificação
< 18,5
Magreza
18,6 – 24,9
Saudável
25,0 – 29,9
Peso em excesso
30,0 – 34,9
Obesidade Grau I
35,0 – 39,9
Obesidade Grau II (severa)
≥ 40,0
Obesidade Grau III (mórbida)

Mesmo o IMC precisa ter um olhar atento, pois uma pessoa que tem o IMC de 33, não precisa necessariamente ser obesa, basta tão somente que essa pessoa tenha uma grande quantidade de massa magra (músculos). Assim sendo percebemos uma deficiência grave no IMC, ELE NÃO PODE DIFERENCIAR GORDURA DE MÚSCULOS! O que deve ser feito através de outros métodos por profissionais habilitados para tal.

Outra questão que deve ser observada cuidadosamente é o biótipo de cada pessoa, existem pessoas que são magras por determinação genética, e nem por isso são menos saudáveis.
Podemos observar ao desenrolar desse texto que é muito perigoso basear o nosso peso ideal por padrões midiáticos, pois corremos riscos de desenvolver sérios problemas como, disfunções gastrointestinais, carências nutricionais e em casos extremos anorexia e bulimia.

A beleza feminina não deve ser medida por quanto pesa o seu corpo, não devemos limitar o belo. As mulheres devem buscar primeiramente conhecer através de profissionais competentes qual o seu peso ideal, aliado com aquilo que é saudável para cada uma, assim feito, basta apenas pequenas pitadas de amor próprio e o espelho e a balança não serão inimigos, mas sim aliados da saúde.

Fica a mensagem: magreza não é necessariamente sinônimo de saúde, se tem duvidas sobre peso ideal e alimentação saudável, procure um nutricionista.

Israel Marinho da Gama

 Nutricionista (CRN-5 n° 4662/P)



Fonte da Imagem: http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/?vCod=78992